Diego Souza é suspenso por um ano pelo uso de licença falsa de treinador
Ex-jogador, que atualmente comanda o Joinville, também recebeu uma multa de R$ 20 mil
Foto: JEC Play/Reprodução
O Tribunal de Justiça Desportiva de Santa Catarina (TJD-SC) condenou Diego Souza a 360 dias de suspensão do exercício da função de treinador de futebol. A decisão foi tomada nesta terça-feira (3), após julgamento envolvendo a utilização de uma licença falsa para atuar como técnico. Além do afastamento, o ex-jogador, que atualmente comanda o Joinville, recebeu uma multa de R$ 20 mil.
Como parte da punição já foi cumprida durante o período de suspensão preventiva, iniciado em outubro, Diego Souza ainda terá de cumprir 340 dias de afastamento. O prazo para o pagamento da multa é de 15 dias. A condenação foi definida por unanimidade, com três votos favoráveis. A defesa pretende recorrer ao pleno do próprio TJD-SC e, posteriormente, ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
O processo teve origem em uma denúncia apresentada pela Procuradoria da Justiça Desportiva de Santa Catarina. A acusação foi fundamentada no artigo 234, parágrafo 1º, do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de irregularidades relacionadas à utilização de documentos.
Antes do julgamento, Diego já havia sido alvo de uma medida preventiva determinada pelo tribunal em 23 de outubro. Na ocasião, foi estabelecido um afastamento de 30 dias, acompanhado da proibição de frequentar estádios, em razão da suspeita de uso de documentação falsa para exercer a profissão de treinador.
Durante seu depoimento, o ex-atleta apresentou sua versão sobre como obteve o documento. Segundo ele, o primeiro contato com o argentino Mancuso aconteceu em 2023, quando ainda atuava como jogador profissional. Diego afirmou que recebeu a promessa de conseguir a licença de treinador em pouco tempo, por meio de um procedimento diferenciado que levaria em consideração seu reconhecimento no futebol.
Ainda em sua manifestação, Diego Souza declarou que não teve motivos para suspeitar da irregularidade da documentação encaminhada por Mancuso e que, em nenhum momento, imaginou que o certificado apresentado fosse falso.
