

Zagueira Kathellen compartilha lições de duas Copas do Mundo
Com carreira construída em clubes nos Estados Unidos, França, Itália, Espanha e Arábia Saudita, jogadora retorna à Seleção após dois anos e meio
Foto: Luciana Vermell/CBF
Kathellen conhece de perto a intensidade de disputar uma Copa do Mundo. Presente nas edições de 2019 e 2023 pela Seleção Brasileira, a zagueira destaca a atmosfera única do torneio.
“Participei de duas Copas e é uma loucura. É uma atmosfera diferente, viver cada segundo em prol do futebol. É um período curto em que você tem que dar tudo de si”, afirmou.
As duas experiências, no entanto, tiveram contextos distintos. Em 2019, apenas um ano após receber sua primeira convocação, Kathellen ganhou espaço na equipe titular após a lesão de uma companheira e viu o Brasil ser eliminado pela anfitriã França nas oitavas de final. Quatro anos depois, chegou ao Mundial embalada pelo título da Copa América de 2022 — sua primeira conquista com a Seleção —, mas a equipe acabou se despedindo ainda na fase de grupos.
Para a defensora, a campanha de 2023 deixou importantes aprendizados.
“Faltou um pouco mais de união no grupo. O problema de muitos brasileiros é tentar achar culpados e não olhar para si. Acho até que rolou uma depressão pós-Copa, pensando no que poderia ter feito a mais. Mas podemos fazer diferente agora, na preparação. Precisamos nos preparar melhor, focar no que é melhor para o grupo e no que o Arthur quer”, avaliou.
Desde a chegada de Arthur Elias ao comando da Seleção Brasileira, em setembro de 2023, Kathellen foi convocada em três oportunidades. Ela participou de períodos de treinamento na Granja Comary, dos amistosos contra Japão e Nicarágua e, mais recentemente, de uma fase de treinos em Itu, realizada fora da Data Fifa.
“É uma honra, até um pouco inesperado, mas sempre falei que quem está aqui merece estar. Não tiro o mérito de ter feito uma ótima temporada. Seguimos trabalhando para representar bem o Brasil lá fora”, destacou.
Natural da Baixada Santista, Kathellen mudou-se para os Estados Unidos aos 18 anos em busca do sonho de se tornar jogadora profissional. No país, atuou por Monroe Mustangs, Louisville Cardinals e UCF Knights. O primeiro contrato profissional veio na França, com o Girondins de Bordeaux. Depois, passou por Inter de Milão, na Itália, e Real Madrid, na Espanha.
Desde agosto de 2024, a zagueira defende o Al-Nassr, da Arábia Saudita. Ao falar sobre sua trajetória, deixou uma mensagem para quem sonha em seguir carreira no futebol.
“O que eu posso dizer para outras jogadoras é: se desafiem, não se acomodem, busquem novos desafios, evoluam e não se comparem com ninguém. A única pessoa que você precisa superar é você mesma”, aconselhou.


